domingo, 22 de junho de 2014
terça-feira, 13 de maio de 2014
Reflexo 1
"Eu vou desdizer aquilo tudo que eu lhe disse antes,
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo"
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo"
Foi procurando uma saída que
eu encontrei mais dúvidas. Busquei tanto por uma solução que afetasse meu
comportamento e minha vontade pelas coisas que realmente importam, mas sempre fiquei
assombrado e ocioso tentando entender meus próprios sentidos e acabei perdendo
um tempo precioso, um tempo que não posso mais resgatar.
Agora me sinto perdido com
sonhos não realizados, sinto que é tarde pra recomeçar e que não há sentido
mais buscar por aquilo que pertencia ao passado, sinto que fracassei e que nada mais mudará esse fracasso.
Quantas noites eu perdi tentando
entender as razões da uma vida tão egoísta e sonhadora, e o quanto destas
noites afetaram meus dias e minha vida ao passar dos anos...
Eu sei que deveria levantar a
cabeça e esquecer tudo isso e recomeçar, mas percebo que não é bem um recomeço,
hoje as regras são outras, as necessidades e finalidades do dia-a-dia mudaram,
não é mais o mesmo tempo, mesmo que alguns desejos ainda prevaleçam, seria
tolice continuar apertando a mesma tecla, e aquilo que vivemos hoje afetará no amanhã e analogamente
tudo aquilo o que vivi me trouxe pra essa “dose” de sobrevivência, sem
trocadilhos.
Freqüentemente tento regressar
à uma fase em que havia tanta vontade e garra pra mudar, buscando encontrar a “vibe” certa para lançar ao futuro
pequenos passos de superação para alcançar a diferença e poder olhar o passado
com orgulho, não é necessariamente uma razão, mas respostas que ao menos me
inspirem durante a vida. Hoje tento encontrar essas respostas somente em mim,
mas é óbvio que já busquei em muitas outras coisas além da minha consciência, como a fé, o amor, a resiliência
e a natureza. Eu já procurei fora das limitações do meu cérebro, mas em quase
todas elas as conclusões foram as mesmas, mais dúvidas que não calam.
Algumas respostas me trouxeram
um certo conforto para as minhas reflexões mas não me trouxeram um benefício
para o cotidiano, digo, hoje esse conforto não é um sinônimo de carreira com a
qual eu possa ocupar o espaço vago em minha mente, aquele espaço que muitos chamam de “missão de vida”, mas é
algo semelhante a admiração como uma música ou poesia que faz sentido à
desolação.
Num mundo onde os mais fortes
sobrevivem, penso às vezes que já extrapolei meu tempo de permanência, não por
fraqueza, mas por não ter coragem de conviver sabendo que alguém sofreu apenas
porque eu queria alcançar minha meta, mas hoje percebo que outras pessoas
também sofrem por eu não ter alcançado... e isso é uma das coisas que mais me
confundem... de qualquer forma, alguém sempre estará sofrendo por minha causa.
Lembro que há cerca de 8 anos
atrás, já existia em mim esse senso moral onde, como um mártir, pedia a Deus
que jogasse sobre mim sua ira para que eu não continuasse mais prejudicando
quem mais amava só porque eu não sabia como resolver certos impulsos egoístas que
me carregavam para uma vida social, de certa forma, um pouco melhor... hoje eu
chamo isso de falta de discernimento, foco e amor próprio, o mesmo Deus que
creio hoje não é mais o mesmo de ontem, em meu “coração” ele amadureceu tanto
quanto eu amadureci, pois dentro das razões que busco na vida eu sou incapaz de
aceitar, nesse caso, uma explicação em que os fundamentos acabam distanciando
ainda mais um ser humano do outro, criando grupos de pessoas como “rebanhos” ou
“castas e raças” diferentes, gerando uma barreira individualista entre
semelhantes de outros grupos. Mas esse não é o meu foco nas divagações dessa
manhã silenciosa e calma. Naquela época eu agia dessa forma sem entendimento
dessa “moralidade”, isso já estava em mim bem antes disso, mas eu não sabia, é
algo que faz parte do meu desenvolvimento, claro muito do que somos está
guardado na criação... infelizmente é uma fase da vida que não temos muitas
recordações concisas, porém algumas raízes que assombraram durante meu
crescimento eu já consegui resolver, e as que não tive oportunidades pra isso,
eu consigo identificar suas influências, mas eu sei, talvez não seja tudo...
Enfim o tempo passou e
continuará passando, creio que talvez não seja em linha reta, a física já
demonstrou que ele pode ser turvo e oscilante assim como qualquer ser humano, e
que nossas vistas podem nos aprisionar numa ilusão constante de estabilidade
enquanto trilhamos cada espaço ocupado nele. E é sobre essa tal ilusão que estou
preso agora, pois o tempo pra mim parece mesmo irrecuperável. Isso não quer
dizer que nesse momento eu esteja arrependido ou triste pelo tempo, em parte
considerado perdido, pois eu sei que não há tempo perdido quando nos dedicamos a entender nossas
próprias vidas porém, acabamos involuntariamente deixando de lado ou
negligenciando outras coisas que também nos definem como humanos, coisas que
sentimos, ações que não tomamos por qualquer medo ou fraqueza, e um presente
que poderia ser diferente mas não é... mas isso é normal.
Nesse momento me senti estável
o suficiente pra escrever um pouco das minhas reflexões sem a influência da paixão,
do estado de carência e nem mesmo da felicidade que assola momentaneamente com
o bem estar e devaneios vagos... chega por hoje.
domingo, 20 de abril de 2014
Espelho Tremulo
Aquele garoto sem
idade para se apaixonar chorava por seu primeiro amor.
Olhos baixos, voz
tremula e seus dedos amarravam um laço invisível,
Transparente como
sua identidade para o mundo
Sentia no coração
a mesma tristeza dos adultos
O que eu podia lhe
dizer, se estávamos no mesmo barco
Pedir uma
cerveja e pagar a conta do bar?
Acho que não, tais
lugares ainda não são para ele
E espero que nunca
sejam
Ainda não aprendeu
a fingir que tudo está bem.
E isso corta minha
tal maturidade
Ele não confunde
ninguém, pois não está enganado consigo mesmo
Seu sentimento é
real e lhe dizer que isso não é nada não vai resolver,
Eu sei.
Eu sei bem do seu
pesar e sei que ela não virá.
Nessas horas não
existe Deus ou deuses que possam de fato ajudar.
Ele está sozinho,
mesmo se ao seu redor todos quiserem fazer sorrir
A trilha em que
está é escura, sem alimento ou água
Somente breves
momentos de iluminação que logo se dissipam.
Então a noite
chega, os olhos e os sorrisos permanecem em seus sonhos,
É capaz de
alucinar com a voz aguda oscilando em seus tímpanos,
Sussurrando em seu
ouvido aquelas poucas palavras que daria a vida pra ouvir.
E o mundo dos
sonhos que antes era livre, torna-se mais um objeto de tortura
Não adianta
explicar que a vida é transitória e que isso um dia vai passar
Mesmo o pouco
tempo que isso dura, irá escrever o seu futuro.
Talvez eu faça
entender que engolir a emoção e superar a fraqueza seja o sentido,
O sentido de
existir tal sentimento,
E plante nesse
jovem coração uma semente que nunca o fará entender a razão
Que na vida as
estrofes nem sempre se combinam.
Talvez seja melhor
assim,
Do que viver tentando encontrar a razão e
descobrir que não há sentido.
segunda-feira, 31 de março de 2014
350 Silêncios
Aquele momento após a despedida
Após um tchau, um adeus... um foda-se
Carinhosamente entendido. Boa semana!
Junto ao orgulho... são boas pessoas
Desejo o melhor em tudo, e isso é real!
Mesmo sabendo que não acontecerá
No olhar, no gesto, nas brincadeiras
O melhor, eu sei, será a superação
Um passado perdido
Um silêncio cortante
No espírito a chama
De viver
No lugar certo e com pessoas coerentes
Às nossas histórias... e estórias
Sempre para nossas vidas
Sempre presentes no meu tempo
Não existe, por fim, um adeus
Não existe um final feliz
Existe um silêncio
Um Silêncio tão antigo e, hoje, tão vivo
Vivo um silêncio
Que somente eu posso entender
segunda-feira, 24 de março de 2014
Origem
Olhar o passado e enfrentar a origem
Uma forma de recompor a consciência
Me faz pensar em nunca tentar ser o que era
Me faz viver sem dúvida de quem fui e quem sou.
Mesmo triste, mesmo feliz
Encarar a mancha que se clareia com o tempo,
Um sentido que se deslocou, pegadas que se apagaram
E que se apagarão.
Até esse ponto, fui motivado a pular
Subindo uma trilha aos tropeços
Caindo invariávelmente mórbido
E passando incontáveis dias só
Mas eu me enganara...
Alguns "espíritos" apareciam ocasionalmente
E outros sempre estavam lá... Eu é que não conseguia ver
Pessoas, humanos, irmãs e irmãos... amigos!
Cada qual em seu próprio trajeto
Mas que estiveram presentes desde o princípio.
Aprendi a "des-esperar"
E pude ver o caminho.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Pedaço
Nem tudo é mágoa. O preço da originalidade, às vezes, é a solidão mesmo e é comum acreditar que se está no caminho errado ou vivendo à margem.
Por mais que tento manter as aparências no cotidiano, não
consigo deixar de ser eu mesmo... Dizer as minhas bobeiras espontâneas, ou uma
retórica formal que termina com algum comentário babaca reduzindo a tensão, meu
sarcasmo cômico temperado com um pouco de humor negro... para descontrair e
sanar a loucura do dia-a-dia.
Às vezes percebo resultados mesmo quando não quero volver,
sou capaz de sentir aquele sorriso verdadeiro ou algumas vezes uma gargalhada
misturada com o espanto da minha personalidade tão... "incoerente".
Gosto da reação dos outros quando finjo ser outra pessoa
fingindo ser eu... e o que é melhor, saberem que estou fazendo isso por descontração
mesmo quando o clima no ambiente está tão baixo astral.
Eventualmente me isolo, mas pessoas de bom coração sorriem e
me provocam para que eu não perca meu foco, ou pra que solte algum novo
comentário em tom de piada e não fique mergulhado em outro momento do tempo, ou
às vezes recebo alguma bronca daquelas, para acordar e sair do meu mundo
particular...
Mas o melhor de tudo é receber um abraço ou um convite parar
jantar, por pequenos seres-humanos, tão sinceros e tão inocentes, que é
impossível controlar o sorriso, ou quando me encontram em qualquer lugar e fazem
questão que eu os perceba... quando me alugam de “Próf”, tio ou pai, retribuo,
claro inventado algum apelido bem engraçado,ou fazendo um cara amarrada bem
cômica... isso já me rendeu algumas lágrimas de alegria, daquelas que caem pouquíssimas
vezes na vida e trazem algo tão forte que é impossível controlar...
O reconhecimento dos que não julgam, os Futuros, aos
quais os futuros eu não posso prever, mas que são capazes de sentir tão
inocentemente o mundo ao redor... um poder que perdemos aos poucos enquanto
crescemos.
Claro que isso não é aceito por outros seres com que
convivo, manipuladores ou pessoas amargas e vingativas que não conseguem criar
uma relação benéfica com o próximo e não sentem nada além de um propósito
egoísta, mas faz parte de mim não me aliar a essas pessoas, nem mesmo para a
política de boa vizinhança... e outras se afastam por não conseguirem enxergar algum
amadurecimento agem com descaso da simplicidade de uma pequena ação importante para
o próximo, como se colocar a altura e olhar nos olhos... boa parte dessas últimas
acreditam que amadurecer é viver amargurado. Isso pra mim é bobeira.
Mesmo rodeado de amigos e pessoas boas e más, sempre com
atividades diversas, todos os dias e em muitos ambientes, ainda é complicado
definir e encarar a própria vida e perceber particularmente a troca de boas energias que
tenho com freqüência... me esqueço disso muitas vezes e tudo volta para um
sensação de perca de tempo e para um sentido ausente e devastador de uma mente
solitária...
Abro meus olhos mais uma vez para outra pequena
parte do que há na unidade que costumamos não valorizar... muitos chamam de vários nomes mas eu prefiro chamar
de Universo... e disso não posso esquecer, os propósitos que eu quero, de fato não são os
que preciso, mas sim aqueles que passam às vez sem perceber e fazem todo o
sentido, aqueles que abandonamos sempre por ganância, hipocrisia, medo, desafeto
e carência. Não são os propósitos que me trarão o sucesso ou a superação diante
do próximo ou para alguém sempre distante na paixão... mas são aqueles que me definem
como ser único e me deixam confortável, quando imerso na solidão, percebendo o
quanto eu pude evoluir e me superar no
tempo que está em mim.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Repetindo Erros
Obrigados estão nos corredores, nas salas de aula (amadurecidos
como crianças dissimuladas) Distantes da realidade e de uma unidade singular (Noites
como estas serão esquecidas)
Desço a rampa e encaro de frente. Tenho o respeito.
Dou ordens e dôo solidão. Sou um otário.
Faço questão e finjo que não existo. Sou um fantasma.
Ignoro o pedido de socorro e levanto meu olhar. Sou
frio.
Para muitos não sou verdadeiro, mesmo eu agindo sem
confusão.
Mas quando percebo a maldade , não importa de onde vêm,
Olho fundo nos olhos e confronto para que fique claro
Que tal mentira não colou pra mim
Ou para que aprendam: Que a ameaça deve vir muito bem
fundamentada.
Sem vacilo e reinterpretação.
Meus alunos não pensem em serem pupilos de professores
Nosso fragmento não preencherá a solidão
Que um dia virá acompanhado de desordem,
Se puderem abrir os olhos, não precisarão de mim
Nem dela e nem da instituição caótica e desmoralizada
Entediante, utópica e fugidia.
Nós não somos o saber, somos um caminho (aprendam por
vocês mesmos)
Mesmo os mentores cometem mais erros que vocês (por isso
somos mentores)
O segredo não é seguir nossos passos, nem nossos
ensinamentos,
É buscar o discernimento e a direção que afaga a maior
das expectativas
De um futuro pleno e justo para si mesmo e para o próximo
Ou simplesmente aprender repetindo erros.
E o resto é apenas resto.
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