Obrigados estão nos corredores, nas salas de aula (amadurecidos
como crianças dissimuladas) Distantes da realidade e de uma unidade singular (Noites
como estas serão esquecidas)
Desço a rampa e encaro de frente. Tenho o respeito.
Dou ordens e dôo solidão. Sou um otário.
Faço questão e finjo que não existo. Sou um fantasma.
Ignoro o pedido de socorro e levanto meu olhar. Sou
frio.
Para muitos não sou verdadeiro, mesmo eu agindo sem
confusão.
Mas quando percebo a maldade , não importa de onde vêm,
Olho fundo nos olhos e confronto para que fique claro
Que tal mentira não colou pra mim
Ou para que aprendam: Que a ameaça deve vir muito bem
fundamentada.
Sem vacilo e reinterpretação.
Meus alunos não pensem em serem pupilos de professores
Nosso fragmento não preencherá a solidão
Que um dia virá acompanhado de desordem,
Se puderem abrir os olhos, não precisarão de mim
Nem dela e nem da instituição caótica e desmoralizada
Entediante, utópica e fugidia.
Nós não somos o saber, somos um caminho (aprendam por
vocês mesmos)
Mesmo os mentores cometem mais erros que vocês (por isso
somos mentores)
O segredo não é seguir nossos passos, nem nossos
ensinamentos,
É buscar o discernimento e a direção que afaga a maior
das expectativas
De um futuro pleno e justo para si mesmo e para o próximo
Ou simplesmente aprender repetindo erros.
E o resto é apenas resto.

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