segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A Prática



O despertar que se tornou momento e a luz lançada dos meus olhos iluminou minha mente,  com tanta intensidade que não havia mais nem um ponto de escuridão, nem uma sombra de lamento. Pude ver toda a beleza da vida, mesmo aquela que mora na infelicidade.



Tudo sempre vira história e todas as pessoas compartilham da vida à vida. Não é apenas a história de uma pessoa, mas de toda a vida e cada ser é uma parte dela, e cada lembrança se torna uma letra numa palavra de um livro recorrente.


Hoje não penso tanto quando antes, não há mais necessidades para isso, minha inquietação foi calada e encontrei o sentido que antes parecia não existir, encontrei o caminho e percebi que já o percorremos há muito tempo.


sábado, 23 de agosto de 2014

Saṃsāra




Encontrar o caminho buscado por tanto tempo, é como água para a sede. Tudo ficou claro, e todo sofrimento foi diminuído, todo o passado fez sentido e todo futuro se desfez.

Quando é possível encontrar nomes para os pensamentos, associações para os exemplos e lógica para os desejos, percebo que sou capaz de ver todas as coisas, principalmente aquelas que estão além do Eu... E na alma, não há uma identidade, apenas um brevíssimo resumo do todo.

domingo, 22 de junho de 2014

Nuvens

Cheio de esperança surge como um sopro, os desejos de saber do mundo.
Tudo tão distante e tão inacessível.
Cheio de esperança dentro de um espaço silencioso
Mas que é capaz de reproduzir imagens, cheiro, sonoridade e vazio
A mente do coração que vagava pelo mundo sem teto e destino
Abaixo da clara e matutina nuvem, cheio de esperança fugaz caminhava
Para o destino, para o além.

Quem era ele que chamava ao portão, todos os dias e cheio de esperanças
Olhava o futuro tão além como qualquer criança acreditando um dia poder estar lá.
Nuvens, sempre nuvens, e ele deitado em seu colo contemplando-as, cheio de esperança.
Estas que um dia partiram, assim como um sopro, sem deixar esperanças na mente de um coração cheio de esperanças. 

terça-feira, 13 de maio de 2014

Reflexo 1

"Eu vou desdizer aquilo tudo que eu lhe disse antes,
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo"



Foi procurando uma saída que eu encontrei mais dúvidas. Busquei tanto por uma solução que afetasse meu comportamento e minha vontade pelas coisas que realmente importam, mas sempre fiquei assombrado e ocioso tentando entender meus próprios sentidos e acabei perdendo um tempo precioso, um tempo que não posso mais resgatar.
Agora me sinto perdido com sonhos não realizados, sinto que é tarde pra recomeçar e que não há sentido mais buscar por aquilo que pertencia ao passado, sinto que fracassei  e que nada mais mudará esse fracasso.
Quantas noites eu perdi tentando entender as razões da uma vida tão egoísta e sonhadora, e o quanto destas noites afetaram meus dias e minha vida ao passar dos anos...
Eu sei que deveria levantar a cabeça e esquecer tudo isso e recomeçar, mas percebo que não é bem um recomeço, hoje as regras são outras, as necessidades e finalidades do dia-a-dia mudaram, não é mais o mesmo tempo, mesmo que alguns desejos ainda prevaleçam, seria tolice continuar apertando a mesma tecla, e aquilo  que vivemos hoje afetará no amanhã e analogamente tudo aquilo o que vivi me trouxe pra essa “dose” de sobrevivência, sem trocadilhos.
Freqüentemente tento regressar à uma fase em que havia tanta vontade e garra pra mudar, buscando  encontrar a “vibe” certa para lançar ao futuro pequenos passos de superação para alcançar a diferença e poder olhar o passado com orgulho, não é necessariamente uma razão, mas respostas que ao menos me inspirem durante a vida. Hoje tento encontrar essas respostas somente em mim, mas é óbvio que já busquei em muitas outras coisas além da minha  consciência, como a fé, o amor, a resiliência e a natureza. Eu já procurei fora das limitações do meu cérebro, mas em quase todas elas as conclusões foram as mesmas, mais dúvidas que não calam.
Algumas respostas me trouxeram um certo conforto para as minhas reflexões mas não me trouxeram um benefício para o cotidiano, digo, hoje esse conforto não é um sinônimo de carreira com a qual eu possa ocupar o espaço vago em minha mente, aquele espaço  que muitos chamam de “missão de vida”, mas é algo semelhante a admiração como uma música ou poesia que faz sentido à desolação.
Num mundo onde os mais fortes sobrevivem, penso às vezes que já extrapolei meu tempo de permanência, não por fraqueza, mas por não ter coragem de conviver sabendo que alguém sofreu apenas porque eu queria alcançar minha meta, mas hoje percebo que outras pessoas também sofrem por eu não ter alcançado... e isso é uma das coisas que mais me confundem... de qualquer forma, alguém sempre estará sofrendo por minha causa.
Lembro que há cerca de 8 anos atrás, já existia em mim esse senso moral onde, como um mártir, pedia a Deus que jogasse sobre mim sua ira para que eu não continuasse mais prejudicando quem mais amava só porque eu não sabia como resolver certos impulsos egoístas que me carregavam para uma vida social, de certa forma, um pouco melhor... hoje eu chamo isso de falta de discernimento, foco e amor próprio, o mesmo Deus que creio hoje não é mais o mesmo de ontem, em meu “coração” ele amadureceu tanto quanto eu amadureci, pois dentro das razões que busco na vida eu sou incapaz de aceitar, nesse caso, uma explicação em que os fundamentos acabam distanciando ainda mais um ser humano do outro, criando grupos de pessoas como “rebanhos” ou “castas e raças” diferentes, gerando uma barreira individualista entre semelhantes de outros grupos. Mas esse não é o meu foco nas divagações dessa manhã silenciosa e calma. Naquela época eu agia dessa forma sem entendimento dessa “moralidade”, isso já estava em mim bem antes disso, mas eu não sabia, é algo que faz parte do meu desenvolvimento, claro muito do que somos está guardado na criação... infelizmente é uma fase da vida que não temos muitas recordações concisas, porém algumas raízes que assombraram durante meu crescimento eu já consegui resolver, e as que não tive oportunidades pra isso, eu consigo identificar suas influências, mas eu sei, talvez não seja tudo...
Enfim o tempo passou e continuará passando, creio que talvez não seja em linha reta, a física já demonstrou que ele pode ser turvo e oscilante assim como qualquer ser humano, e que nossas vistas podem nos aprisionar numa ilusão constante de estabilidade enquanto trilhamos cada espaço ocupado nele. E é sobre essa tal ilusão que estou preso agora, pois o tempo pra mim parece mesmo irrecuperável. Isso não quer dizer que nesse momento eu esteja arrependido ou triste pelo tempo, em parte considerado perdido, pois eu sei que não há tempo perdido  quando nos dedicamos a entender nossas próprias vidas porém, acabamos involuntariamente deixando de lado ou negligenciando outras coisas que também nos definem como humanos, coisas que sentimos, ações que não tomamos por qualquer medo ou fraqueza, e um presente que poderia ser diferente mas não é... mas isso é normal.
Nesse momento me senti estável o suficiente pra escrever um pouco das minhas reflexões sem a influência da paixão, do estado de carência e nem mesmo da felicidade que assola momentaneamente com o bem estar e devaneios vagos... chega por hoje. 

domingo, 20 de abril de 2014

Espelho Tremulo




Aquele garoto sem idade para se apaixonar chorava por seu primeiro amor.
Olhos baixos, voz tremula e seus dedos amarravam um laço invisível,
Transparente como sua identidade para o mundo
Sentia no coração a mesma tristeza dos adultos

O que eu podia lhe dizer, se estávamos no mesmo barco
Pedir uma cerveja e pagar a conta do bar?
Acho que não, tais lugares ainda não são para ele
E espero que nunca sejam

Ainda não aprendeu a fingir que tudo está bem.
E isso corta minha tal maturidade
Ele não confunde ninguém, pois não está enganado consigo mesmo
Seu sentimento é real e lhe dizer que isso não é nada não vai resolver,
Eu sei.

Eu sei bem do seu pesar e sei que ela não virá.
Nessas horas não existe Deus ou deuses que possam de fato ajudar.
Ele está sozinho, mesmo se ao seu redor todos quiserem fazer sorrir
A trilha em que está é escura, sem alimento ou água
Somente breves momentos de iluminação que logo se dissipam.
Então a noite chega, os olhos e os sorrisos permanecem em seus sonhos,
É capaz de alucinar com a voz aguda oscilando em seus tímpanos,
Sussurrando em seu ouvido aquelas poucas palavras que daria a vida pra ouvir.
E o mundo dos sonhos que antes era livre, torna-se mais um objeto de tortura

Não adianta explicar que a vida é transitória e que isso um dia vai passar
Mesmo o pouco tempo que isso dura, irá escrever o seu futuro.
Talvez eu faça entender que engolir a emoção e superar a fraqueza seja o sentido,
O sentido de existir tal sentimento,
E plante nesse jovem coração uma semente que nunca o fará entender a razão

Que na vida as estrofes nem sempre se combinam.

Talvez seja melhor assim,
Do que viver tentando encontrar a razão e descobrir que não há sentido. 

segunda-feira, 31 de março de 2014

350 Silêncios

Aquele momento após a despedida
Após um tchau, um adeus... um foda-se
Carinhosamente entendido. Boa semana!
Junto ao orgulho... são boas pessoas

Desejo o melhor em tudo, e isso é real!
Mesmo sabendo que não acontecerá
No olhar, no gesto, nas brincadeiras
O melhor, eu sei, será a superação

Um passado perdido
Um silêncio cortante
No espírito a chama
De viver

No lugar certo e com pessoas coerentes
Às nossas histórias... e estórias
Sempre para nossas vidas
Sempre presentes no meu tempo

Não existe, por fim, um adeus
Não existe um final feliz
Existe um silêncio
Um Silêncio tão antigo e, hoje, tão vivo

Vivo um silêncio

Que somente eu posso entender

segunda-feira, 24 de março de 2014

Origem

Olhar o passado e enfrentar a origem
Uma forma de recompor a consciência
Me faz pensar em nunca tentar ser o que era
Me faz viver sem dúvida de quem fui e quem sou.

Mesmo triste, mesmo feliz
Encarar a mancha que se clareia com o tempo,
Um sentido que se deslocou, pegadas que se apagaram
E que se apagarão.

Até esse ponto, fui motivado a pular
Subindo uma trilha aos tropeços
Caindo invariávelmente mórbido
E passando incontáveis dias só

Mas eu me enganara...
Alguns "espíritos" apareciam ocasionalmente
E outros sempre estavam lá... Eu é que não conseguia ver
Pessoas, humanos, irmãs e irmãos... amigos!

Cada qual em seu próprio trajeto
Mas que estiveram presentes desde o princípio.
Aprendi a "des-esperar"

E pude ver o caminho.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Pedaço



Nem tudo é mágoa. O preço da originalidade, às vezes, é a solidão mesmo e é comum acreditar que se está no caminho errado ou vivendo à margem.
Por mais que tento manter as aparências no cotidiano, não consigo deixar de ser eu mesmo... Dizer as minhas bobeiras espontâneas, ou uma retórica formal que termina com algum comentário babaca reduzindo a tensão, meu sarcasmo cômico temperado com um pouco de humor negro... para descontrair e sanar a loucura do dia-a-dia.
Às vezes percebo resultados mesmo quando não quero volver, sou capaz de sentir aquele sorriso verdadeiro ou algumas vezes uma gargalhada misturada com o espanto da minha personalidade tão... "incoerente".
Gosto da reação dos outros quando finjo ser outra pessoa fingindo ser eu... e o que é melhor, saberem que estou fazendo isso por descontração mesmo quando o clima no ambiente está tão baixo astral.
Eventualmente me isolo, mas pessoas de bom coração sorriem e me provocam para que eu não perca meu foco, ou pra que solte algum novo comentário em tom de piada e não fique mergulhado em outro momento do tempo, ou às vezes recebo alguma bronca daquelas, para acordar e sair do meu mundo particular...
Mas o melhor de tudo é receber um abraço ou um convite parar jantar, por pequenos seres-humanos, tão sinceros e tão inocentes, que é impossível controlar o sorriso, ou quando me encontram em qualquer lugar e fazem questão que eu os perceba... quando me alugam de “Próf”, tio ou pai, retribuo, claro inventado algum apelido bem engraçado,ou fazendo um cara amarrada bem cômica... isso já me rendeu algumas lágrimas de alegria, daquelas que caem pouquíssimas vezes na vida e trazem algo tão forte que é impossível controlar...
O reconhecimento dos que não julgam, os Futuros, aos quais os futuros eu não posso prever, mas que são capazes de sentir tão inocentemente o mundo ao redor... um poder que perdemos aos poucos enquanto crescemos.
Claro que isso não é aceito por outros seres com que convivo, manipuladores ou pessoas amargas e vingativas que não conseguem criar uma relação benéfica com o próximo e não sentem nada além de um propósito egoísta, mas faz parte de mim não me aliar a essas pessoas, nem mesmo para a política de boa vizinhança... e outras se afastam por não conseguirem enxergar algum amadurecimento agem com descaso da simplicidade de uma pequena ação importante para o próximo, como se colocar a altura e olhar nos olhos... boa parte dessas últimas acreditam que amadurecer é viver amargurado. Isso pra mim é bobeira.
Mesmo rodeado de amigos e pessoas boas e más, sempre com atividades diversas, todos os dias e em muitos ambientes, ainda é complicado definir e encarar a própria vida e perceber  particularmente a troca de boas energias que tenho com freqüência... me esqueço disso muitas vezes e tudo volta para um sensação de perca de tempo e para um sentido ausente e devastador de uma mente solitária...
Abro meus olhos mais uma vez para outra pequena parte do que há na unidade que costumamos não valorizar... muitos  chamam de vários nomes mas eu prefiro chamar de Universo... e disso não posso esquecer,  os propósitos que eu quero, de fato não são os que preciso, mas sim aqueles que passam às vez sem perceber e fazem todo o sentido, aqueles que abandonamos sempre por ganância, hipocrisia, medo, desafeto e carência. Não são os propósitos que me trarão o sucesso ou a superação diante do próximo ou para alguém sempre distante na paixão... mas são aqueles que me definem como ser único e me deixam confortável, quando imerso na solidão, percebendo o quanto eu pude evoluir e me superar  no tempo que está em mim. 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Repetindo Erros




Obrigados estão nos corredores, nas salas de aula (amadurecidos como crianças dissimuladas) Distantes da realidade e de uma unidade singular (Noites como estas serão esquecidas)
Desço a rampa e encaro de frente. Tenho o respeito.
Dou ordens e dôo solidão. Sou um otário.
Faço questão e finjo que não existo. Sou um fantasma.
Ignoro o pedido de socorro e levanto meu olhar. Sou frio.

Para muitos não sou verdadeiro, mesmo eu agindo sem confusão.
Mas quando percebo a maldade , não importa de onde vêm,
Olho fundo nos olhos e confronto para que fique claro
Que tal mentira não colou pra mim
Ou para que aprendam: Que a ameaça deve vir muito bem fundamentada.
Sem vacilo e reinterpretação.

Meus alunos não pensem em serem pupilos de professores
Nosso fragmento não preencherá a solidão
Que um dia virá acompanhado de desordem,
Se puderem abrir os olhos, não precisarão de mim
Nem dela e nem da instituição caótica e desmoralizada
Entediante, utópica e fugidia.

Nós não somos o saber, somos um caminho (aprendam por vocês mesmos)
Mesmo os mentores cometem mais erros que vocês (por isso somos mentores)
O segredo não é seguir nossos passos, nem nossos ensinamentos,
É buscar o discernimento e a direção que afaga a maior das expectativas
De um futuro pleno e justo para si mesmo e para o próximo

Ou simplesmente aprender repetindo erros.

E o resto é apenas resto. 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Anteontem

"E o tempo, e o tempo
É um trem que custa a passar"



Pensei em você mais uma vez, mas eu sei que não virá hoje, e nem qualquer outro dia. O mundo ainda é sua morada, e eu um tolo rodeado de amor sem conseguir retribuir.
Tento partir para o sentido oposto, me distancio o máximo que posso, afasto certas lembranças e sonhos... Mas eu sei bem o que falta em mim.
Não sou louco em acreditar que está ti minha felicidade, mas o coração vazio, às vezes, se infla de tanta carência que nem mesmo toda auto-estima do mundo será capaz de apagar sua imagem em minha mente, nem mesmo os melhores amigos ou os maiores desejos realizados podem influenciar contra sua passagem...
Me sinto correndo sobre a base de um carrossel ou  como um inseto nas mãos de Deus...
Lembro que antes havia tanta segurança, mas agora vivo sobre um mar de incertezas e desilusões. Talvez isso sirva para aquecer um coração que antes era tão egoísta e agora não sei bem o que fazer com o calor e com a decepção.
Vale que nunca tivemos uma história juntos, apenas essa força que não tento mais entender, tanto quanto o vazio que já habitava em mim.
Você talvez seja só uma questão de tempo como dizem por aí, e eu apenas uma questão de autoconhecimento... mas de qualquer forma o que sinto é lindo porém triste, por não ter motivos para fluir nesse momento e nem num próximo.

Quero tanto estar contigo, mas eu sei o quanto esse querer é mais do que loucura... sei que não faz diferença alguma, e é por isso que não te escrevo mais.

"Não sei se hoje é ontem ou anteontem"






"Dois Elefantes - Os Paralamas do Sucesso"

sábado, 25 de janeiro de 2014

ST13

Quando o sorriso artificiou-se, quando a saudade bateu forte
Eu olhei para o céu e tratei de viver exatamente o agora
O agora que você nunca viverá
E o agora que eu nunca viverei
O simples e puro...
O agora único...
É o agora
Vivo!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Hoje

Nem sempre tudo aquilo que muda, nos faz mudar.
E as vezes um pequeno ponto estático faz toda a diferença,
Muda-nos continuamente.

Por isso hoje eu não farei promessas
E também não buscarei o futuro ansioso por modificações
É só mais um dia, como qualquer outro

É só mais um dia que não carregarei comigo ilusões
Não esperarei, não sonharei... viverei  apenas

Viverei como qualquer outro dia...

29

"Passei vinte e nove meses num navio e vinte nove dias na prisão"



sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Dédalo



Quando durmo e me sinto vivo quando sonho, percebo que não estou vivo quando acordo.

... Isso talvez me faça crer, que as vezes eu me sinta como um artista ou um poeta privado de seu desenvolvimento como tal, me condenando então a uma vida sem sentido, e as vezes acredite que minhas palavras, meus "dons" e meus atos atinjam alguém, de alguma maneira, num auditório cheio de vazio ...

- Presunção, bobagens. São só bobagens que me assombram durante a madrugada... mas ainda sim o egoísmo não me revelou sentido maior do que o sentido de uma vida sem sentido...

... é só mais uma decepção de um dia que não consegui superar a dor... talvez amanhã eu acorde sem me recordar do sonho, ou sem ter sonhado durante o sono... talvez amanhã eu acorde melhor, ou talvez eu viva pra sempre sonhando enquanto durmo. 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Presente Recordação



Não me esqueço e nem devo.
Isso não é mágoa, não é remorso,
Não é saudade e nem estar sempre num passado bom...
É uma balança.
Por mim mesmo, posso ser feliz
Mas a felicidade plena não é viver
Tanto quanto a tristeza contínua.



domingo, 5 de janeiro de 2014

ST8

Um dia tudo faz sentido, e o nada se faz vida.
Mesmo caótico, o mundo a nossa volta,
Devemos ser cósmico no universo em nosso interior.