segunda-feira, 25 de novembro de 2013

ST5

Quando a convicção se tornou verdade absoluta? Vejo, ouço e leio tantas afirmações que só me confundem mais e chego a conclusão que todo ser humano é irremediavelmente insano, cada qual com sua loucura, cada um em seu próprio universo... Um desperdício de espaço enorme para viver sozinho.



 Até um tempo atrás, motivado, como muita gente, por desilusões anteriores e também pela busca de uma explicação racional sobre qualquer tipo de emoção, eu não acreditava mais no amar, estava consciente sobre as conexões de sentimentos variados e egoístas do reflexo que temos nas pessoas que dizemos amar... Sobre o respeito aos criadores, sobre o poder de ilusão da carência e sobre as ilusões dogmáticas plantadas na cabeça de muitos desde criança, sem contar as variantes físicas. Entendi o quanto a auto-preservação é fundamental, e o quanto a libertinagem é desespero... Então, aumentei os muros, tranquei as portas, vivi de sorrisos, me despedi de pessoas e descartei desafios e o destino... comecei uma nova vida segura e questionava apenas o que era cotidiano e redundante... trabalho, estudos, passa-tempos, reformas caseiras... Preocupava-me com o meu futuro e passei a ter tanta convicção quanto qualquer pessoa....vivia muito bem como um "zumbi", feliz por ser mais uma ovelha do rebanho...... Mas  quando tudo parecia caminhar para a prosperidade, um breve momento foi o suficiente para destruir toda e qualquer construção interna que fiz para me proteger, minha mente, minhas emoções e minhas razões... como se tivessem me desplugado sem aviso e sem motivos... E essa supernova veio de onde eu não era mais afetado... um olhar desconhecido foi o suficiente para mudar tudo. Uma loucura já sentida porém por uma nova forma e nenhuma razão ainda identificável. Abalou meus objetivos em todos os aspectos, fiquei sem desculpas para dar pra mim mesmo, não encontrei um sentido ao qual eu pudesse me agarrar para sair novamente dessa coisa tão sem sentido... para sair desse caos.
Hoje, então, volto ao ponto de partida, volto a caminhar de pés descalços à margem, e indiretamente me despedindo novamente...mas dessa vez sem objetivos e sem construir muros, é cansativo e frustrante ter que reconstruir tudo sempre do zero, sem trancar as portas, sem esconder a face, pelo contrário, de peito aberto e exposto.
Que machuquem que firam novamente, o amar talvez não tenha mesmo um sentido, ou talvez apareça quando não tiver mais o que destruir. 



Silêncio

sábado, 23 de novembro de 2013

Inevitável Maçã do Amor

Cômico. Um vacilo e tudo se modifica.
Um momento, e toda a história futura se altera.
Torna-se perdida ou inesquecível, se torna vida.
Não é como fruto que se colhe, é como um acidente.
Uma maçã em queda acertando em cheio a cabeça...
É inevitável, porém não é destino,
Como uma “progressão” de números primos. 

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

ST3


O amargo é sempre amargor
Decepção, frustração que engolimos seco
Ou bombardeamos de anti-amor
Incrustado sempre numa batalha diária.
E para quem enxerga a vida como uma guerra
No final sempre serão as baixas, 
Contadas como cacos de miséria,
Que escreverão a história para os desinformados.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

ST2

Quando há motivos, não há amor, há interesses
Quando não há sentido abraçar o engano é um pecado,
é desespero.
Apague a chama, durma sozinho, olhe para o espelho
encontre a si mesmo.
Não existe força além da que já está guardada
Não existe sonhos fora da mente,
e tão pouco arbítrio moldável.





sábado, 16 de novembro de 2013

Três

O tempo despeja
Lembranças e momentos fogem,
Memórias póstumas, um passado,

Imprevisível,
É o carimbo, o tabaco,
Numa sala de departamentos...

Atos definirão
No próximo segundo, na próxima semana
Ou numa próxima vida


A perdição ou a salvação.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Futuros



De tempos em tempos traços tortos inspiram coragem.

O tempo virou nesse soturno mundo inacabado, acabaram as oportunidades e a esperança em sonhos ingênuos... Pelo menos por enquanto.

Existe,  agora um gigante volátil, se esgueirando por repetições e se alimentando da felicidade de Futuros inesperados. Os futuros aos quais os olhos percebem e a experiência deduz, sente e “revive”... São os futuro de uma nação. E o alimento da alma, é o tornar a própria vida capaz, o trazer sentido e o que compartilhar razões:

Os futuros dos Futuros.

A sensatez, porém impera numa figura obstinada, sem destino e sem controle, impera nas poucas horas do dia quando a vida realmente desanda.

São os futuros que os motivam e são os Futuros que o ensina a viver,

são os Futuros do futuro.

sábado, 2 de novembro de 2013

ST1

Quando achar que precisa mudar, não mude. Qualquer mudança considerada acontecerá quando não for preciso pensar tanto, mas quando qualquer mudança estiver refletida em suas ações.