Vomite angústias e classifique
lembranças
Uma noite não será suficiente,
enquanto te observo de longe
Eu quero ver o lixo, eu quero
ver o sangue
E o que há por trás de tuas
turvas ações
Desacredite o temor, faça tudo
e não pense em nada
Com todo o tempo que precisa, a
morte é só um mero detalhe
Liberalismo? Não! Isso é
natureza humana.
Não te renda ao formalismo,
chute o balde e diga bem dito, foda-se!
Sentidos não existem e o amor é
utopia
Somente fantasia, não é real...
é tempo reverso, é perverso.
Faças-te como quiser, enchas-te
de doses de euforia
Agarre a vida em cada ilusão
A morte é uma questão de tempo,
Um manto que infla, dobra e se
curva à energia do corpo
Faça valer a energia até mesmo
de teus pecados
Peque, pegue... Surta, suje!
Faça valer cada erro de tua
vida miserável
Apodreça, pois isso é
inevitável, irá ocorrer de fato!
Nunca espere, abandone tuas
crenças
E agarre a ilusão em cada vida
Alcance o fundo e beije a lama
Abrace o escuro vazio de sua
“alma” e não se menospreze
Conheço um monte de gente que
acredita estar superior
Numa hierarquia babaca
imaterial, porém sem ser, de fato, ascendente
Materialize a tua vontade
E quando ninguém puder mais te
salvar, olhe para ti mesmo...
Se assim, ainda for capaz de reconhecer-te
em teu íntimo,
Reverta-te! Reconheça-te, sejas o filho das estrelas!

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