quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Reverta


Vomite angústias e classifique lembranças
Uma noite não será suficiente, enquanto te observo de longe
Eu quero ver o lixo, eu quero ver o sangue
E o que há por trás de tuas turvas ações

Desacredite o temor, faça tudo e não pense em nada
Com todo o tempo que precisa, a morte é só um mero detalhe
Liberalismo? Não! Isso é natureza humana.
Não te renda ao formalismo, chute o balde e diga bem dito, foda-se!

Sentidos não existem e o amor é utopia
Somente fantasia, não é real... é tempo reverso, é perverso.
Faças-te como quiser, enchas-te de doses de euforia
Agarre a vida em cada ilusão

A morte é uma questão de tempo,
Um manto que infla, dobra e se curva à energia do corpo
Faça valer a energia até mesmo de teus pecados
Peque, pegue... Surta, suje!

Faça valer cada erro de tua vida miserável
Apodreça, pois isso é inevitável, irá ocorrer de fato!
Nunca espere, abandone tuas crenças
E agarre a ilusão em cada vida

Alcance o fundo e beije a lama
Abrace o escuro vazio de sua “alma” e não se menospreze
Conheço um monte de gente que acredita estar superior
Numa hierarquia babaca imaterial, porém sem ser, de fato, ascendente

Materialize a tua vontade
E quando ninguém puder mais te salvar, olhe para ti mesmo...
Se assim, ainda for capaz de reconhecer-te em teu íntimo,

Reverta-te! Reconheça-te, sejas o filho das estrelas!

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